ATJ para o R1 Eixos e cortes Passo a passo Vista sagital Gaps Partes moles Quiz

Artroplastia total do joelho

Um guia para quem está começando: onde ficam os eixos, por que cada corte sai onde sai e como deixar o joelho estável em extensão e em flexão. Mexa nas figuras; é para isso que elas estão aqui.

Eixos e cortes no plano coronal

Joelho em vista anterior, medial à esquerda. Arraste a deformidade, ligue e desligue as camadas e toque nas estruturas.

Joelho em vista anterior com eixos, ligamentos colaterais e cortes da ATJ Fêmur distal, tíbia proximal e fíbula. O eixo mecânico do fêmur é vertical; o eixo anatômico fica inclinado 5 a 7 graus. A linha de Mikulicz vai do quadril ao tornozelo e se desloca conforme a deformidade em varo ou valgo. Os cortes distal do fêmur e da tíbia aparecem como faixas ressecadas. Medial Lateral
8° de varo

Ângulo quadril-joelho-tornozelo de 172°

10° de valgoneutro15° de varo

A linha de Mikulicz passa a cerca de 29 mm medial ao centro do joelho: o compartimento medial carrega quase toda a carga.

Toque numa estrutura

Côndilos, platô, fíbula, ligamentos, eixos e linhas de corte são clicáveis. Cada um explica o que significa na hora da cirurgia.

Os milímetros da linha de Mikulicz são estimados para um membro adulto médio; a figura encurta a tíbia para caber na tela.

Passo a passo

Na escola do alinhamento mecânico. Vale contar para ele que existem o cinemático e o restrito, mas a lógica se aprende melhor por aqui.

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Via de acesso e preparo

Incisão mediana e artrotomia parapatelar medial. Lateralize ou everta a patela, retire meniscos, LCA (e LCP, se a prótese for PS) e osteófitos.

PérolaTire os osteófitos antes de medir qualquer coisa: eles tensionam as partes moles e enganam o balanço.
ArmadilhaForçar a eversão da patela num joelho rígido arrisca avulsão do tendão patelar na TAT.

Vista sagital: bloco 4 em 1, slope e LCP

Anterior à esquerda. O corte distal (linha contínua) já foi feito; o bloco 4 em 1 faz os cortes anterior, posterior e os dois chanfros (tracejados).

Joelho em vista sagital com os cortes femorais e o corte tibial com slope Fêmur distal, patela e tíbia em perfil. Linhas de corte do fêmur e uma linha de corte tibial cuja inclinação posterior muda com o controle de slope. Em modo CR aparece o LCP; em modo PS aparece o box femoral e o poste do polietileno. Anterior Posterior
Tipo de prótese
5°
0°10°

Slope dentro do esperado para uma CR. O LCP precisa de espaço em flexão para não ficar tenso.

Ordem no bloco 4 em 1

Corte anterior, rente à cortical sem entalhar. Depois o posterior, que define o espaço em flexão. Por último, os chanfros anterior e posterior, que só acomodam o formato interno do componente. Se for PS, ainda vem o box intercondilar para o poste e came.

Simulador de gaps

Escolha como o bloco espaçador entrou em extensão e em flexão. A figura mostra o espaço e a correção aparece embaixo.

A regra que resolve a tabela inteira: o corte da tíbia mexe nos dois espaços; o fêmur distal mexe só na extensão; o fêmur posterior (tamanho AP e rotação) mexe só na flexão. O polietileno, como fica na tíbia, também mexe nos dois.

Espaços em extensão e em flexão com o bloco espaçador Dois painéis com fêmur em cima, tíbia embaixo e o bloco espaçador entre eles. O espaço aumenta ou diminui conforme a opção escolhida. Extensão Flexão Encaixe justo Encaixe justo
Em extensão, o bloco ficou
Em flexão, o bloco ficou

Balanceado

Espaços iguais e retangulares. Siga para as provas.

Liberação de partes moles

Primeiro deixe o espaço retangular com liberações, depois iguale extensão e flexão com os cortes. Teste depois de cada etapa: liberar demais é pior que liberar de menos.

    Quiz rápido

    Seis perguntas para ver se a lógica ficou. A explicação aparece logo depois da resposta.

    Responda as perguntas para ver o resultado.